Arquiteturas e Estado no Brasil de Vargas (1930-1945)

  • Francisco Sales Trajano Filho Universidade de São Paulo, Brasil
Palabras clave: arquitectua y estado, equipos técnicos, Estado y formación nacional, Brasil

Resumen

O artigo propõe uma análise da arquitetura estatal produzida para o primeiro governo Vargas, entre 1930 e 1945. Vista não como um campo autônomo, mas como, sobretudo, um espaço de representação do novo modelo de Estado nacional que se procurou instaurar nesse momento, a arquitetura é considerada aqui tanto a partir das ambiguidades ideológicas e culturais alojadas na estrutura de estado criada por Vargas, como também em suas tensões internas em que várias correntes estéticas coexistiam e disputavam o mercado de obras públicas em franco processo de expansão nessas décadas. O artigo procura destacar o trabalho de equipes técnicas produzindo arquitetura a partir do interior da burocracia estatal, corroborando a ideia de que no Brasil o Estado não foi apenas um cliente consumidor de arquitetura, mas produtor de arquitetura. Considerar esta perspectiva é descerrar uma oportunidade para se analisar o lugar e função dos órgãos e equipes técnicas operando no interior das estruturas do Estado na formação de uma cultura arquitetônica no Brasil no século passado.

Descargas

La descarga de datos todavía no está disponible.

Biografía del autor/a

Francisco Sales Trajano Filho, Universidade de São Paulo, Brasil

Instituto de Arquitetura e Urbanismo. Arquiteto graduado (UFPB). Doutor em Teoria e História da Arquitetura e Urbanismo (USP). Professor do Instituto de Arquitetura e Urbanismo.

Citas

Almeida, J. A. de. (1933). O ministério da Viação no Governo Provisório. Rio de Janeiro: Officina dos Correios e Telegraphos.

Bonduki, N. G. (1998). Origens da habitação social no Brasil. Arquitetura Moderna, Lei do Inquilinato e Difusão da Casa Própria. São Paulo: Estação Liberdade: FAPESP.

Cavalcanti, L. (1995). As preocupações do belo: arquitetura moderna brasileira dos anos 30/40. Rio de Janeiro: Taurus Editora.

Costa, L. (1936). Razões da nova arquitetura, Revista da Diretoria de Engenharia do Distrito Federal, 3(1), 3-9.

Figueiredo, P. A. de (1941). O Estado Novo e o homem novo. Cultura Política, 1(1), 133- 138.

Frampton, K. (2003). História crítica da arquitetura moderna. São Paulo: Martins Fontes.

Ghirardo, D. (2003). Italy: Modern Architectures in history. London: Reaktion Books.

Goodwin, P. L. (1943). Brazil Builds: architecture new and old, 1642-1942. New York: Museum of Modern Art.

Gorelik, A. (1994). Nostalgia y plan: el Estado como vanguardia, Arte, Historia e Identidad en América. Visiones Comparativas Actas del XVII Coloquio Internacional de Historia del Arte (330-344). México: Universidad Nacional Autónoma de México.

Guillén, M. F. (2004). Modernism without modernity: the rise of modernist architecture in Mexico, Brazil, and Argentina, 1890-1940. Latin American Research Review, 39(2), 6-34.

Lane, B. M. (1985). Architecture and politics in Germany, 1918-1945. Cambridge: Harvard University Press.

Liernur, J. F & Gorelik, A. (1993). La sombra de la vanguardia: Hannes Meyer en Mexico, 1938-1949. Buenos Aires: Proyecto.

Martins, C. A. F. (1987). Arquitetura e Estado no Brasil. Elementos para uma investigação sobre a constituição do discurso moderno no Brasil; a obra de Lúcio Costa (1924-1952). Dissertação não publicada. Universidade de São Paulo, Brasil.

Martins, C. A. F. (1992). Identidade Nacional e Estado no projeto modernista. Óculum, 2, 71-76.

Martins, L. (1987). A gênese de uma intelligentsia: os intelectuais e a política no Brasil, 1920-1940. Revista Brasileira de Ciências Sociais, 2(4), 65-87.

O sexto aniversário do Departamento Administrativo do Serviço Público. A Exposição de Edifícios Públicos (1944). Revista do Serviço Público, 3 (3), 175-179.

Oliveira, B. S. (1991). A modernidade oficial: a arquitetura das escolas públicas do Distrito Federal (1928-1940). Dissertação de Mestrado não publicada. Faculdade de Arquitetura e Urbanismo-USP, São Paulo, Brasil.

Ribeiro, A. M. (1944). A Exposição de Edifícios Públicos. Revista do Serviço Público, 3 (3), 1944), 90-113.

Ricardo, C. (1941). O Estado Novo e o seu sentido bandeirante. Cultura Política, 1 (1), 110-132.

Sust, X. (1975). Prólogo, in A. E. Elsen, B. Miller Lane, S. von Moos, La arquitectura como simbolo de poder (pp. 7-11). Barcelona: Tusquets.

Teixeira, O. (1940). Getúlio Vargas e a arte no Brasil. Rio de Janeiro: Departamento de Imprensa e Propaganda.

Vaz, R. C. (1989). Luís Nunes: Arquitetura Moderna em Pernambuco, 1934-1937. Dissertação de mestrado não publicada. Faculdade de Arquitetura e Urbanismo-USP, São Paulo, Brasil.
Publicado
2018-12-23
Cómo citar
Trajano Filho, F. S. (2018). Arquiteturas e Estado no Brasil de Vargas (1930-1945). Registros. Revista De Investigación Histórica, 14(2), 71-87. Recuperado a partir de https://revistasfaud.mdp.edu.ar/registros/article/view/245